Toda cidade tem sua personalidade. Algumas são calmas, outras festivas, algumas estressadas outras românticas.
A personaldade de Berlim se sente mesmo em poucos dias que se passe por lá. Ela é uma cidade traumatizada. E não é preciso nem ser doutor em Psiquiatria, nem discutir na Silvia Popovic. A coisa é muito clara, a pobrezinha teve q conviver com uma dupla personalidade durante 28 anos, os pais em brigas e infindáveis acusações, depois de uma separação de bens de um dia para o outro. Como se isso não bastasse, ela acabara de deixar de ser centro da dita "raça superior" e do avanço tecnológico para ser as ruínas da filial do inferno, polo emissor de todo o mal da terra.
Não é à toa que se mantem até hoje a cicatriz do Muro por toda a cidade, "Berliner Mauer 1961-1989" lembram as placas de metal encrustadas a cada tantos metros pela linha divisora.
O que mais me chocou no entanto, foi a maneira como tudo foi feito. A Alemanha havia sido dividida em Alemanha Ocidental (Westdeutschland) e Alemanha Oriental (DDR - Deutsche Demokratische Republik). Segundo esta divisão, Berlim estava dentro da DDR e portanto estaria no lado comunista. No entanto, dada sua importância, Berlim acabou sendo dividida ao meio, deixando a rica Berlim Ocidental ilhada em meio à Alemanha Oriental. Além disto, esta divisão foi forçada e feita de um dia para o outro, sem anúncio prévio à população, de forma q se contam histórias de familias separadas, pessoas que foram trabalhar em um lado e não puderam voltar para casa do outro e outros absurdos do gênero.
A divisão de familias, parte no lado comunista, parte no lado capitalista também produz histórias hilárias de "contrabando" de objetos inexistentes como calças jeans ou chocolates americanos. Ainda hoje, mais de 10 anos depois da reunificação, se nota claramente quando se está na alemanha Oriental, com a maior parte dos prédios históricos, seus edifícios de arquitetura reta e visivelmente mais deteriorada, e quando se está na Berlim Ocidental, semelhante a qualquer metrópole capitalista, repleta de outdoors e de passado visivelmente mais ostentador.
É realmente facinante estar em uma cidade que tem de um lado a praça Marx-Engels e de outro a Potzdamerplatz com seu novíssimo e futurístico Sony Center. A Potzdamerplatz é aliás a praça de onde foi tirado o primeiro bloco do muro.
A personaldade de Berlim se sente mesmo em poucos dias que se passe por lá. Ela é uma cidade traumatizada. E não é preciso nem ser doutor em Psiquiatria, nem discutir na Silvia Popovic. A coisa é muito clara, a pobrezinha teve q conviver com uma dupla personalidade durante 28 anos, os pais em brigas e infindáveis acusações, depois de uma separação de bens de um dia para o outro. Como se isso não bastasse, ela acabara de deixar de ser centro da dita "raça superior" e do avanço tecnológico para ser as ruínas da filial do inferno, polo emissor de todo o mal da terra.
Não é à toa que se mantem até hoje a cicatriz do Muro por toda a cidade, "Berliner Mauer 1961-1989" lembram as placas de metal encrustadas a cada tantos metros pela linha divisora.
O que mais me chocou no entanto, foi a maneira como tudo foi feito. A Alemanha havia sido dividida em Alemanha Ocidental (Westdeutschland) e Alemanha Oriental (DDR - Deutsche Demokratische Republik). Segundo esta divisão, Berlim estava dentro da DDR e portanto estaria no lado comunista. No entanto, dada sua importância, Berlim acabou sendo dividida ao meio, deixando a rica Berlim Ocidental ilhada em meio à Alemanha Oriental. Além disto, esta divisão foi forçada e feita de um dia para o outro, sem anúncio prévio à população, de forma q se contam histórias de familias separadas, pessoas que foram trabalhar em um lado e não puderam voltar para casa do outro e outros absurdos do gênero.
A divisão de familias, parte no lado comunista, parte no lado capitalista também produz histórias hilárias de "contrabando" de objetos inexistentes como calças jeans ou chocolates americanos. Ainda hoje, mais de 10 anos depois da reunificação, se nota claramente quando se está na alemanha Oriental, com a maior parte dos prédios históricos, seus edifícios de arquitetura reta e visivelmente mais deteriorada, e quando se está na Berlim Ocidental, semelhante a qualquer metrópole capitalista, repleta de outdoors e de passado visivelmente mais ostentador.
É realmente facinante estar em uma cidade que tem de um lado a praça Marx-Engels e de outro a Potzdamerplatz com seu novíssimo e futurístico Sony Center. A Potzdamerplatz é aliás a praça de onde foi tirado o primeiro bloco do muro.

